Série Autorretratos

Reflexões Sobre o Tempo e a Subjetividade

A série de autorretratos surge como um projeto de investigação pessoal e artística, inspirado pelas abordagens de Pablo Picasso e Rembrandt. De Picasso, a ideia de que a pintura pode ser um diário visual, documentando a vida através de imagens. De Rembrandt, a percepção de que o autorretrato não apenas registra a aparência, mas também reflete a subjetividade e as vivências do artista ao longo do tempo.

Essa combinação de referências proporcionou um novo olhar sobre o autorretrato, desafiando a ideia inicial de que o artista não seria “material” para sua própria obra. O projeto abriu espaço para explorar como as transformações internas e externas podem ser traduzidas em pintura, tornando o próprio artista um objeto de investigação visual e subjetiva.

A série adota superfícies e tintas variadas, explorando diferentes técnicas e dimensões para registrar aspectos multifacetados da experiência pessoal. Cada obra reflete momentos distintos, em que as escolhas materiais e formais dialogam com a emoção, a memória e a percepção do momento vivido.

Mais do que uma representação da aparência física, esses autorretratos buscam capturar nuances emocionais e psicológicas, funcionando como um mapa das vivências e transformações do artista. Essa abordagem reforça a ideia de que o autorretrato não é apenas um registro estático, mas uma janela para os processos internos de autoconhecimento e expressão.

Com essa série, o artista se insere em uma tradição que não apenas documenta, mas também questiona e revela as múltiplas camadas da identidade e da experiência ao longo do tempo.